INOVAÇÕES
TECNOLÓGICAS
As
entidades representativas da construção civil estão se organizando
para avaliação das inovações tecnológicas procurando estudar,
analisar e definir diretrizes para sua utilização e difusão na
construção civil brasileira. Isso vem de encontro as crescentes
demandas em atender ao desenvolvimento do país, com o aumento
criterioso na qualidade do produto oferecido ao mercado.
Sabemos
que os efeitos das inovações tecnológicas afetam a cadeia
produtiva como um todo, é necessário um comprometimento com ações
permanentes de pesquisa e controle, com demonstração de resultados
obtidos, e um contínuo aperfeiçoamento de empresas, fornecedores e
mão de obra.
A
Inovação é palavra chave para a construção civil. Não se admite
mais o emprego de práticas antigas e tradicionais, mesmo sabendo que
essas são as práticas ainda adotadas pela maioria das empresas do
setor, hoje fica claro a necessidade de investir numa mudança dos
sistemas construtivos e de novas tecnologias. Isto já é realidade
nos países da América do Norte e Europa, alcançando, cada vez
mais, níveis maiores de exigência do consumidor, que esta bem
informado do que é possível conseguir na construção civil
para seu conforto, saúde e segurança. O
consumidor brasileiro já está em busca dos diferenciais de economia
e qualidades sustentáveis nos imóveis. Recentemente foi apresentada
uma pesquisa que revela essa realidade feita pela Câmara Brasileira
da Indústria da Construção Civil.
Na
inovação tecnológica a sustentabilidade tem força decisiva, não
se aceita mais evoluções que não tenham esse sentido. Isso precisa
ser viabilizado com urgência na Indústria da construção
brasileira.
No 20º Salão Internacional da Construção -
Feicon Batimat, em São Paulo, foram apresentados resultados de uma
pesquisa que demostram a percepção dos consumidores sobre inovações
tecnológicas em imóveis residenciais. Realizada pela CBIC - Câmara
Brasileira da Indústria da Construção com ajuda do Instituto
Sensus, verificou que cerca de 82% dos pesquisados veem de forma
positiva os investimentos das construtoras em tecnologias. Esse
índice pode chegar ao patamar de 90% se os entrevistados são da
faixa de renda mais alta (maior que dez salários mínimos mensais).
Notícia
excelente para estimular o setor em investimento em melhores
resultados de suas obras, já que o usuário mais atento e exigente
esta percebendo e querendo esse avanço na construção civil, mesmo
que isso reflita numa mudança do patamar do custo do imóvel.
O
que se destacou mais na preferencia dos usuários foi a utilização
de sistemas tecnológicos que alcancem uma economia dos recursos
renováveis. A racionalização do uso de energia deve ser pensada
desde fase inicial do projeto, sendo fator importante a ser
cobrado no uso da edificação, outro item citado seria a
racionalização do uso das aguas , tanto as servidas como as aguas
pluviais no seu armazenamento e utilização. Lembrar também que o
item segurança entra nos requisitos solicitados, exigindo alarmes e
monitoramento por câmaras.
Demonstrar
os benefícios que o uso das tecnologias inovadoras darão num
médio e longo prazo é a tarefa que empresários, projetistas e
fornecedores têm que que fazer agora. Isso será muito bem
reconhecido pelo consumidor brasileiro que esta adquirindo uma
consciência ambiental e um compromisso com o futuro das novas
gerações. Vale salientar que essa pesquisa foi realizada em
diversas faixas orçamentais e mesmo os usuários de baixa
renda acredita no retorno de investimentos em edificações com
melhor tecnologia construtiva.
Assim
fica a motivação de avaliação, pesquisas e ensaios em novas
tecnologias viáveis que reduzam os custos de implantação e
operacionais dos imóveis de todas as faixas de renda.
Recife,
31/03/2014
Marcadores: Construção Sustentável, Inovação Tecnológica, Sustentabilidade
