29.4.14

INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS
Elka Porciuncula
As entidades representativas da construção civil estão se organizando para avaliação das inovações tecnológicas procurando estudar, analisar e definir diretrizes para sua utilização e difusão na construção civil brasileira. Isso vem de encontro as crescentes demandas em atender ao desenvolvimento do país, com o aumento criterioso na qualidade do produto oferecido ao mercado.
Sabemos que os efeitos das inovações tecnológicas afetam a cadeia produtiva como um todo, é necessário um comprometimento com ações permanentes de pesquisa e controle, com demonstração de resultados obtidos, e um contínuo aperfeiçoamento de empresas, fornecedores e mão de obra.
A Inovação é palavra chave para a construção civil. Não se admite mais o emprego de práticas antigas e tradicionais, mesmo sabendo que essas são as práticas ainda adotadas pela maioria das empresas do setor, hoje fica claro a necessidade de investir numa mudança dos sistemas construtivos e de novas tecnologias. Isto já é realidade nos países da América do Norte e Europa, alcançando, cada vez mais, níveis maiores de exigência do consumidor, que esta bem informado do que é possível conseguir na construção civil para seu conforto, saúde e segurança. O consumidor brasileiro já está em busca dos diferenciais de economia e qualidades sustentáveis nos imóveis. Recentemente foi apresentada uma pesquisa que revela essa realidade feita pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil.
Na inovação tecnológica a sustentabilidade tem força decisiva, não se aceita mais evoluções que não tenham esse sentido. Isso precisa ser viabilizado com urgência na Indústria da construção brasileira.
No 20º Salão Internacional da Construção - Feicon Batimat, em São Paulo, foram apresentados resultados de uma pesquisa que demostram a percepção dos consumidores sobre inovações tecnológicas em imóveis residenciais. Realizada pela CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção com ajuda do Instituto Sensus, verificou que cerca de 82% dos pesquisados veem de forma positiva os investimentos das construtoras em tecnologias. Esse índice pode chegar ao patamar de 90% se os entrevistados são da faixa de renda mais alta (maior que dez salários mínimos mensais).
Notícia excelente para estimular o setor em investimento em melhores resultados de suas obras, já que o usuário mais atento e exigente esta percebendo e querendo esse avanço na construção civil, mesmo que isso reflita numa mudança do patamar do custo do imóvel.
O que se destacou mais na preferencia dos usuários foi a utilização de sistemas tecnológicos que alcancem uma economia dos recursos renováveis. A racionalização do uso de energia deve ser pensada desde fase inicial do projeto, sendo fator importante a ser cobrado no uso da edificação, outro item citado seria a racionalização do uso das aguas , tanto as servidas como as aguas pluviais no seu armazenamento e utilização. Lembrar também que o item segurança entra nos requisitos solicitados, exigindo alarmes e monitoramento por câmaras.
Demonstrar os benefícios que o uso das tecnologias inovadoras darão num médio e longo prazo é a tarefa que empresários, projetistas e fornecedores têm que que fazer agora. Isso será muito bem reconhecido pelo consumidor brasileiro que esta adquirindo uma consciência ambiental e um compromisso com o futuro das novas gerações. Vale salientar que essa pesquisa foi realizada em diversas faixas orçamentais e mesmo os usuários de baixa renda acredita no retorno de investimentos em edificações com melhor tecnologia construtiva.
Assim fica a motivação de avaliação, pesquisas e ensaios em novas tecnologias viáveis que reduzam os custos de implantação e operacionais dos imóveis de todas as faixas de renda.


Recife, 31/03/2014

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